A Pianista (2025)

★★★½☆

Screening @ MOTELX – Lisbon International Horror Film Festival

Não sei bem por onde começar a falar deste filme, por isso vou apenas deixar o que ficou mais comigo um dia depois de o ter visto.
Para já, o elenco esteve excelente. A Teresa Tavares esteve muito bem e, do trabalho que vi dela até hoje, posso dizer que excedeu as minhas expectativas, que já eram altas para começar. O ator Miguel Borges também desempenhou muito bem o seu papel. Mas, para ser sincero, além de a personagem principal ser a Ana, a figura do Jorge não seria das mais difíceis de interpretar ou de surpreender na representação, visto que o plot twist, digamos assim, parte muito desta personagem, já pela forma como a história foi escrita. Ainda assim, tenho de dar os parabéns ao Miguel Borges, porque, embora pudesse parecer uma personagem “fácil”, ele fez com que parecesse fácil, o que é bem diferente. É de realçar a sua presença forte, que deu à personagem exatamente aquilo que ela pedia.
Sem me alongar ou dar spoilers, há muita especulação e teorias sobre a personagem do afinador. Na minha interpretação, ele existia apenas no passado, e o piano nunca esteve realmente afinado durante o tempo do filme. Tratava-se da Ana a reviver o passado, os acontecimentos e o retrato do que seria a vida ao lado de um marido ciumento. No seu surto psicológico, ela estaria a reviver o que já tinha acontecido, e o afinador estaria há muito tempo em Lisboa.
Para terminar, digo que é um filme que aborda temas como o luto, a saúde mental, a parentalidade e a dinâmica familiar. No início tive receio de que um filme deste género, ao envolver temas de saúde mental, viesse a propagar o estigma que tantos outros propagam. Mas não aconteceu nada disso. Foi um bom filme e adorei poder vê-lo no MOTELX.
Parabéns a toda a equipa!

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